Com Ozzy Osbourne fora dos Black Sabbath, a companhia discográfica decidiu que estava na hora de satisfazer a vontade do público sedento de material com o ex-vocalista do grupo. Não fizeram um grande trabalho, tendo a busca aos arquivos esbarrado numa série de actuações gravadas em 1973. Já em 1973 se falara em lançar as ditas actuações em disco, mas o grupo achara (e bem) que a qualidade musical e sonora não estava muito satisfatória. Os espectáculos abrangem temas de todos os discos que o grupo havia lançado até à data. Apesar de Sabbath Bloody Sabbath estar (na altura) em preparação, o inacabado disco fez-se representar pelo tema Killing Yourself To Live, ainda numa versão embrionária e com uma letra diferente. A estendida Wicked World contém um interessante medley onde o grupo intercala segmentos de canções do passado, secções improvisadas, e solos instrumentais. Não sendo um disco aborrecido, Live At Last não consegue ser mais do que mediano, concluindo-se de forma desajeitada com uma interpretação de Paranoid, o grande hit dos Black Sabbath. Lançado sem o consentimento do grupo, o álbum competiu directamente (nas tabelas de discos) com o primeiro disco de estúdio pós-Ozzy. Esse disco, intitulado Heaven And Hell, havia sido gravado na quase total ausência (por opção) do baixista Geezer Butler. Na digressão de apoio o grupo perderia mais um membro, o baterista Bill Ward, fazendo com que a identidade do projecto Black Sabbath fosse cada vez mais difícil de discernir. No entanto, nada poderia servir de pretexto para menosprezar a intrincada influência deste grupo no panorama musical dos anos setenta. Os Black Sabbath foram verdadeiros pioneiros no desenvolvimento do hard-rock e são uma referência eterna e obrigatória do género.Faixas:1. Tomorrows Dream2. Sweet Leaf3. Killing Yourself To Live4. Cornucopia5. Snowblind6. Embryo/Children Of The Grave7. War Pigs8. Wicked World (interpolating Supernaut/Drum Solo/Guitar Solo)9. ParanoidEstilos:Hard-Rock, Pop-Rock, Blues, Jazz